O Caminhos de Exu reuniu povos de terreiro na W3 Sul, em Brasília, no dia 7 de setembro de 2026, com uma reivindicação que marcou o feriado: poder viver e expressar a própria fé sem preconceito. A segunda edição do encontro teve manifestações culturais e religiosas, música e participação de famílias.
Na reportagem de Ana Gonçalves para o Brasil de Fato, publicada em 8 de setembro, integrantes da produção e participantes relacionaram a celebração da Independência à liberdade religiosa. Taina Ramos, da equipe organizadora, destacou a oportunidade de apresentar a cultura de terreiro a quem ainda não a conhece.
O direito de celebrar a fé em público
Ouvido pelo veículo, Pai Antônio, diretor do Centro Espírita ECIC Perambranca, no Gama, resumiu o propósito do encontro: “É um evento que une a religião em prol de uma única coisa: menos preconceito, menos racismo religioso”.
A cobertura registrou pessoas de diferentes casas e tradições. Para Davi Amado, um dos participantes entrevistados, estar ali permitia expressar publicamente sua espiritualidade.
Música e cultura de terreiro na programação
O anúncio publicado pelo Correio Braziliense situava o encontro na Praça das Avós, na Infinu Comunidade Criativa, na 506 Sul. A iniciativa foi idealizada por Kika Ribeiro, da banda Makumbá, com produção de Márcia Ramos.
A programação divulgada incluía DJ Vini Black, Batalá, Samba Ilê, Filhos de Zé e Makumbá, além de feira e microfone aberto. A proposta era aproximar o público das culturas de matriz africana e enfrentar o racismo. A apresentação do Filhos de Zé foi registrada posteriormente pelo Brasil de Fato.
O encontro reuniu diferentes tradições de terreiro em defesa da liberdade religiosa. Para entender como o preconceito também atinge a Umbanda, leia Umbanda sem preconceito: os mitos que distorcem a religião até hoje.


