A Procissão dos Orixás ocupou as ruas do Centro Histórico de São Luís na terça-feira, 8 de setembro, data em que a capital maranhense completou 414 anos. Segundo a cobertura oficial do Governo do Maranhão, o cortejo saiu das proximidades do Edifício João Goulart, passou por ruas como a do Egito e a da Palma e terminou na Igreja do Desterro.
A manifestação é promovida pela Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros do Maranhão (FUCABMA) e recebe apoio do governo estadual. A publicação institucional a apresenta como uma tradição de mais de seis décadas, reunindo pessoas de terreiros e outras expressões religiosas de matriz africana.
🪘 Umbanda em uma celebração de muitas tradições
A participação da FUCABMA torna a presença da Umbanda parte importante da procissão. Ainda assim, o cortejo não pertence a uma única tradição: o Maranhão tem uma história religiosa própria, em que Tambor de Mina, Umbanda, Candomblé, Cura e Pajelança podem aparecer em espaços de convivência, cada qual com seus fundamentos e referências.
Essa distinção importa. Uma manifestação coletiva pode aproximar comunidades e abrir espaço público para a liberdade religiosa sem apagar as diferenças entre seus modos de culto.
🕯️ O que o cortejo marcou neste ano
Durante a saída da procissão, o governador Carlos Brandão declarou que o estado mantém diálogo com grupos religiosos de matriz africana e citou ações de enfrentamento à intolerância religiosa. A fala é uma posição do governo, não um retrato de consenso sobre a realidade vivida por todos os terreiros.
No percurso, pais, mães e filhos de santo entoaram cânticos e fizeram pedidos de paz e respeito, conforme a cobertura oficial. Para uma leitura de contexto sobre a formação histórica da religião, veja também o conteúdo da 1banda sobre a história da Umbanda.
O registro institucional completo pode ser consultado na notícia publicada pelo Governo do Maranhão.


